a vuvuzela do asmático

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Não foi bem assim...


Na virada do século todos tinham medo do tal boogie do milênio, menos eu.

Eu era um simples bacuri, como esse tal boogie do milênio não ia afetar o meu Super Nintendo então não existia motivos para desespero. Na verdade eu esperava os carros voadores no estilo dos Jetsons , porém eles ñ vieram.

Os anos dois-mil foi uma lástima em termos de rock and roll...???
Como um roqueiro convicto, por mim eu viveria só ouvindo Black Sabbath e AC/DC (além claro do Floyd, Zeppelin, Bad Company, The Who, etc); porém tanta alienação não faz o meu tipo, gosto de ligar na MTV e ver o que está sendo feito, por mais que isso na grande maioria das vezes seja torturante.
É comum ouvir as mesmas frases de insatisfação e saudosismo em mesas de rock bar: "O rock and roll morreu/o rock atual está uma merda/onde está o rock?". Respeito profundamente a opinião dessas pessoas, porém eu também me sinto uma "viúva" do rock and roll, porém eu vejo um certo comodismo por parte delas.
Curtir rock and roll nos anos dois-mil foi algo difícil claro, é foda ser fã de uma banda ou artista que já morreu ou não toca mais. Mas houveram bandas que diminuíram esse sentimento, são sobre elas e para elas que esse post foi feito.

The Strokes:
É impossível falar sobre rock dois-mil e tantos sem falar sobre esses caras. São mauricinhos e um deles comia a Drew Barrymore (mina dahora). São deles o hino da minha geração: Last Night. Essa era uma música freqüente em várias festinhas. Um riff de introdução fodásticamente legal!

White Stripes:
Lembro até hoje da primeira vez que eu vi os dois tocando. Jack White se tornou um ídolo para mim e até hoje tenho dentro de mim uma mistura de paixonite/amor-platônico pela Meg White. A coisa só ficou menos encantadora quando eu descobri que eles ñ eram irmãos e tudo era uma farsa. Mas até hoje eu tenho vontade de comprar uma bateria pra formar uma banda cover junto com a minha irmã. Seven Nation Army possui um riff que ninguém sabe se é uma guitarra plugada em um pedal de octaver ou um baixo elétrico plugado em um pedal de distorção. Guitarra e bateria, a formação mais atitude que eu já vi.
"Gos Save noboby, why Jack White is God!!!"

The Libertines:
Que as bandas britânicas são as melhores isso é fato. Horando esse legado, esses libertinos da terra da rainha fizeram um som legal. Pete Doherty é um dos narco-esclerozados que eu mais gosto (Vou criar um post falando sobre eles). Up the Bracket é uma música que embalava as festas que eu fazia sozinho no meu quarto.
Obs: Pra quem não conhece, Up The Bracket é a música de introdução dos videos do Kibe Loco.

Hellacopters:
Banda sueca fundada por Nicke Andersson, ex-baterista da banda de Death Metal Entombed. Com uma pegada rock and roll de verdade, eles fazem um som elétrico e bem forte. Destaque para o albúm "Rock and Roll is dead" que mostra um som mais vivo do que nunca!

Forgotten Boys: Banda daqui de São Paulo, uma das maiores influências de banda nacional para mim. Com um Rock com pitadas de punk, letras em inglês e riffs de palhetadas pra baixo bem ramones. Vale a pena ouvir os covers´ que eles gravaram do Led Zeppelin e do T-Rex


The Darkness:
Uma mulher pelada em uma pista de pouso de aeroporto, essa foi a capa que me chamou a atenção ao coprar o "Permission to the land". Albúm que contém entre hits "Black Shuck"
e "I belive in a thing called love" e várias outras músicas legais. O Darkness é o tipo de banda que foge de rótulos, mas é inegável a presença marcante do Glam/Hard. Um dos vocais mais agudos do Rock, com interpretações no estilo Fredie Mercury guardadas as devidas proporções claro.


O começo do século é uma época onde muita coisa nova surge em todos os seguimentos, umas boas e outras ruins. Porém no que se diz do rock and roll as melhores bandas em seu tempo fazem um som autêntico, ou seja: não seguem modismos e tendências. Pra mim as melhores bandas dizem foda-se pras têndencias e tocam da mesma forma que ensaiam em sua garagens.
E essas bandas citadas, cada uma da sua forma, conseguiu reproduzir isso. Um grande SALVE para todas elas!

Por isso quando eu ouço aquela história que o rock nos últimos 10 anos foi uma merda na hora retruco:
NÃO FOI BEM ASSIM.

PLAY IT LOUD!!!

ósculos à todos

sexta-feira, 16 de julho de 2010


Será que temos a obrigação de viver com o medo de um genocídio nuclear????
Com os atuais impasses com o Irã e Coréia do Norte, parece que a guerra fria está rodando dentro de um forno de microondas!

domingo, 11 de julho de 2010

Parabéns Fúria



E espera por um pouco mais de tempo Holanda!



ps: Não vou mentir, estava torcendo pra laranja-mecânica da maconha legalizada.

sábado, 10 de julho de 2010

27/11/09


Em 2009 foi anunciada a vinda do AC/DC para uma única apresentação na cidade de São Paulo. Como de costume, o ingresso foi caro e um monte de gente que queria estar lah dentro ficou de fora.
O show aconteceu no dia 27 de novembro, um dia antes decidi com o Digão (amigo de longa data) de irmos pra ficar lá na frente.
Saí de São Bernardo com a minha camisa do album "Flick of the Switch", como mandava o figurino. Me encontrei com o Digão na estação do Jabaquara e fomos até o estádio do Morumbi. Durante todo o percursso parecíamos dois frustrados por não termos ingressos e da mesma forma felizes pq poderíamos ao menos ouvir alguma coisa do espetáculo.
Chegamos o show tinha acabado de começar.
A impressão que eu tinha era de que a cidade havia parado para esse show (!), conforme foi anunciado haviam 65mil pessoas lá dentro, porém lá fora eram uns 20mil na mesma situação que nós. Alguns se contentavam em apenas ouvir o som, que por sina dava pra ouvir nitidamente, outros tentavam entrar de qualquer forma. Ficamos com esse últimos grupo.
As pessoas tentavam de qualquer forma burlar a seguraça. Alguns tentavam pular as grades, outros tentavam negociar com os cambistas, eu vi um que tentou subornar um segurança.
Ficamos em um portão onde as pessoas tentavam entrar de qualquer maneira. Lembro bem de uma mina que chorava, pedia por Nossa Senhora (!), ela queria entrar de qualquer maneira. Eu cheguei nela e soltei a seguinte piadinha:
"Nessas horas não chega nenhum diabo querendo comprar sua alma neh"; ela deu uma risada meio que desistindo.
Porém eu não desisti!
Pelo set-list divulgado pela organização do show, haviam apenas 3 músicas para terminar o show. Geralmente nesses espetáculos grandes, sempre tem aquela playboyzada que ganha o ingresso e vai sem saber o que vai acontecer. Esses caras estavam saindo aos montes, era fácil identificá-los: camisa daquela marca do jacaré.( Todo cara que usa a camisa da marca do jacaré é boy). Eu fui até um deles e pedi o canhoto do ingresso, e ñ foi que ele me deu!
Naquela hora do campeonato eu já estava quase desanimado, quando eu vi uma luz no fim do túnel e não era o metrô.
Uma portaria sem ninguém tomando conta!!! Pelo menos eu não vi ninguém.
Falei pra o Digão:
"Olha ali, é agora!"
Saí correndo e entrei.
No momento em que eu estava entrando correndo me veio na minha cabeça um filme de todas as vezes que eu tinha me fodido, mas aquele momento era tudo ou nada.
E foi TUDO.
Entrei!!!!
Mas meu amigo Digão foi barrado.´
Eu consegui vê-los tocar For Those About to Rock, a última música do único show do AC/DC no Brasil!
Foi o melhor momento da minha vida!
Me enfiei no meio daquele monte de pessoas, eu estava eufórico. Olhei para os lados e vi aquele estádio do Morumbi, palco onde o glorioso Corinthians ganhou tantos títulos, completamente lotado e o mais impressionante era aquele mar de chifrinhos vermelhos piscantes.
O momento era de tanta euforia que quem olhava para mim não entendia nada oque eu estava passando naquele momento.
Quando eu fui embora, quis guardar aquele momento pra sempre comigo, parei e pensei no meu feito.
Encontrei com o Digão lah fora e dei para ele uma camisa do AC/DC que eu encontrei jogada no show lah de dentro, ela estava meio suja mas era o meu presente para ele.
Foi o melhor momento da minha vida ter conseguido entrar lah dentro burlando a segurança, porque foi único!!
"For those about to rock....
... We salute you!"

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O mundo sem Dio

Apenas agora depois de quase um mês eu tomei coragem de falar sobre a o falecimento de Ronald James Padovana.
Popularmente conhecido como Ronnie James DIO, nome artístico que ele mesmo assumiu em homenagem à raízes de sua família italiana; posteriormente esse nome artístico se tornou um título. Nessa Postagem eu quero falar um pouco oque esse título entrou na minha vida e oque ele representa.

Na época da escola eu era um simples menino do canto esquerdo do fundo da sala. Como eu era diferenta da maioria pelo fato de ter um sotaque oriundo do ABC paulista, diferente para a maioria da sala (na época eu morava em salvador), tive dificuldade de me relacionar com a tal "galera".
Me senti excluído do mundo até o dia que eu conheci o Heavy Metal.
O Heavy Metal não se importa quem vc é ou oque vc faz, o heavy metal não te obriga a fazer nda e nem dar satisfações à ninguém. Além da sensação de liberdade, oque mais me atraiu para esse estilo de música eram as narrações épicas de bandas como o Blind Guardian; o heavy metal deixava eu subir a montanha e matar dragões!!!

Era tempo de matar dragões.

Eu fui pesquisando sobre o estilo e fui descobrindo várias bandas, e todas elas quando falavam sobre as suas influências citavam um tal de James Dio.

Um certo dia eu fui pesquisar sobre esse cara
e minha vida praticamente mudou desse dia em diante!
Sua voz era algo surreal, algo que lembrava a voz de algum deus do olimpo.
Uma música que me marcou profundamente foi Heaven and Hell e sua forma extraordinaria de evolução.
O Black Sabbath pra mim é a maior banda de metal de todos os tempos e Heaven and Hell o melhor disco de rock pesado já feito. Nesse disco Ronnie James Dio canta de uma forma que ñ tenho palavras no presente momento pra expressar oque eu sinto quando eu ouço.
Quando eu ouço Children of the Sea tenho a sensação que não existia um vocalista na gravação, mas um profeta que cada palavra te prende a atenção.
Existem muitos ídolos no meio do Metal. Porém só existe um deus unanimamente considerado.
Esse alguém era Ronnie James Dio.

O mundo é cheio de reis e rainhas que cegam seus olhos e roubam seus sonhos; porém enquanto houver uma cadeira no fundo esquerdo da sala ainda existirá a esperança de se poder subir montanhas e matar dragões!
Pois como ele mesmo disse:
"Assim foi dito, assim será feito
MAGIA"

Para Ronald James Padovana. O deus do Metal